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6 de dez. de 2007

O QUE PRETENDE O FATORJ



O LIVRO RETRATA JESUS COMO UM GRANDE HOMEM, NÃO COMO UM DEUS.
SEUS ENSINAMENTOS E AÇÕES SÃO MOSTRADAS COMO EXEMPLO DE CONDUTA ÉTICA CORRETA E VIDA EXEMPLAR.
NÃO IMPORTA SE É UMA LENDA, UM PERSONAGEM, SE ELE REALMENTE EXISTIU OU ATÉ MESMO SE NEM EXISTIU.
IMPORTA O FATO DE SER UMA FIGURA EXEMPLAR PARA A HUMANIDADE.
IMPORTA O FATO DE QUE ELE NÃO TINHA RELIGIÃO, TINHA ATITUDES.
IMPORTA QUE ELE NÃO TINHA UM TEMPLO, TINHA PESSOAS QUE O SEGUIAM.
O LIVRO PROCURA UMA FORMA DE ENTENDÊ-LO E SEGUÍ-LO NO ATUAL CONTEXTO EM QUE VIVEMOS, DOIS MIL ANOS DEPOIS DE SUA MORTE!

5 de dez. de 2007

ALBERT EINSTEIN

ESTE SAIU DO FORNO: ACABA DE CHEGAR DA LIVRARIA MARTINS FONTES EDITORA LTDA ( O MELHOR PREÇO R$ 48,00 - 670 páginas)

EINSTEIN, SUA VIDA, SEU UNIVERSO

WALTER ISAACSOM

COMPANHIA DAS LETRAS 2007

Há um capítulo do livro intitulado O Deus de Einstein.
Tanto os religiosos como os ateus sempre procuram colocar Einstein como seu parceiro, para aumentar a credibilidade de suas convicções.
Nem religiosos, nem ateus atingiram seus objetivos.
Na página 398 temos uma declaração definitiva das concepções de Einstein.
Reporter: -"O senhor acredita em Deus?"
Einstein: -"Não consigo conceber um Deus pessoal (teísmo) que tenha influência direta nas ações dos individuos ou que julgue as criaturas de sua própria criação".
-"Minha religiosidade consiste numa humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que conseguimos compreender sobre o mundo passível de ser conhecido. Esta convicção profundamente emocional da presença de um poder superior racional que se revela nesse universo incompreensível forma a minha idéia de Deus."

4 de dez. de 2007

ESTE É UM BOM LIVRO DE CABECEIRA

DEUS UMA BIOGRAFIA - DE JACK MILES
(COMPANHIA DAS LETRAS)

Ex-jesuíta, JACK MILES fez seus estudos religiosos na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e na Universidade Hebraica em Jerusalém. É doutor em línguas do Oriente pela Universidade de Harvard. Foi presidente do Círculo Nacional de Críticos Literário.

Este livro lhe proporcionou o Prêmio Pulitzer de Literatura de 1996.

Veja o que publicou Mark C. Taylor, escritor, teólogo e um dos grandes filósofos da América, Chefe do Departamento de Religião da Universidade de Columbia:

"Deus, uma biografia marca um momento decisivo na história da crítica da Bíblia. Até hoje, ninguém havia tido coragem de transformar a tradição intelectualmente intimidante de duzentos anos de estudos históricos da Bíblia numa visão do Livro Sagrado como obra de arte. Jack Miles, educado nessa tradição, mas independente dela, conseguiu, e o resultado é nada menos que a descoberta de Deus como protagonista da Bíblia. Ninguém leu as Sagradas Escrituras dessa maneira antes dele. Muitos desejarão lê-las dessa forma no futuro".

HAROLD BLOOM, grande escritor americano e crítico literário escreveu:

"Inteligente e movimentada vida de Javé, o maior personagem literário do Ocidente. Como Boswell de Javé, Miles demonstra admirável compreensão da personalidade infinitamente metamórfica e do imprevisível caráter moral de seu personagem."

A minha leitura de Jack Miles é a seguinte:
Ao tratar a Bíblia como uma livro de literatura e Deus como seu protagonista, o autor, sem as amarras de uma visão teológica ou dogmática, pode analisar os episódios contados sob a ótica crítica da lógica e da racionalidade. Os diálogos de Deus com Abraão e com Sara, sua mulher inicialmente estéril, mostram a disputa de um Criador atormentado pela fertilidade humana, querendo que seu escolhido, Abraão, criasse uma grande nação, de tantos quantos fossem os grãos de areia das praias da terra, mas lhe dá uma Sara estéril. Perde credibilidade com ambos e fica enfurecido quando Sara ri em sua cara, ao receber a notícia de que estaria dando à luz no ano seguinte ao herdeiro tão desejado por Abraão, mesmo estando próxima aos cem anos de idade!
Por sua vez, Miles mostra que Abraão percebe que pode controlar os ímpetos divinos, pois tem um trunfo em suas mãos, que é a quase exclusiva dependência de Deus, naquilo que ele, Abraão, vier a fazer ou deixar de fazer.
Deus acaba sendo forçado a fazer uma aliança com ele, cujo símbolo acaba por marcar indelevelmente o povo de Israel, a circuncisão.
Ao tentar tratar o protagonista como um personagem normal de uma trama literária, Miles deparou-se com uma dificuldade: Deus não tinha passado, não teve um pai ou uma mãe, não teve companheiros, ou seja, era um personagem sem história e isso o tornava sui generis, pois suas reações não podiam ser justificadas por uma experiência real, que tivesse forjado suas idiossincrasias e concepções.
Assim, Miles mostra que seu protagonista, também não apresentava uma personalidade imutável, mas que também foi se ajustando, à medida que a convivência com sua criação foi se tornando social e psicologicamente mais complexa. Ou seja, a evolução da raça humana forçou uma mudança gradativa e contínua de personalidade do Criador para que este pudesse se adequar aos novos tempos.
Culto, inteligente, profundo conhecedor das Escrituras, Miles em nenhum momento questiona dogmas ou questões de fé ou discute a própria existência de Deus. Prende-se tão somente à analise literária sem nenhuma ofensa à religião, razão porque considero um livro excelente a religiosos e aos nem tanto.

MAIOR AUTORIDADE EM BÍBLIA DO MUNDO

O Dr. BART D. EHRMAN, autor de O QUE JESUS DISSE? O QUE JESUS NÃO DISSE? (Prestígio) é Ph.D. em Teologia pela Universidade de Princeton e dirige o Departamento de Estudos Religiosos da Universidade North Caroline.

Ao estudar os textos da Bíblia nos idiomas originais, o Dr. Bart surpreendeu-se ao perceber a incalculável quantidade de erros e alterações intencionais feitas pelos tradutores antigos.

O autor mostra no livro o enorme impacto que esses "erros" tiveram sobra a Bíblia que usamos hoje. Descreve minuciosamente o resultado de suas investigações pessoais e seus estudos dos manuscritos gregos, que o levou a abandonar sua posição ultraconservadora com relação aos textos das escrituras, abrindo-se para uma leitura mais isenta e mais próxima do que deve ter sido a idéia inicial.

Essas alterações dos textos originais foram resultado de mais de mil e quinhentos anos de manipulações de manuscritos pelos copistas, profundamente influenciados pelas controvérsias políticas, teológicas e culturais de seu tempo.

Os erros e as mudanças intencionais são tantas que há tremendas dificuldades de se reconstituir as palavras originais. Além disso o livro mostra a história que se esconde por trás das alterações que eclesiásticos políticos e copistas mal intencionados fizeram no Novo Testamento, causando grandes dificuldades de interpretação e compreensão da Bíblia, como ela nos é apresentada atualmente.

Este livro não é idiossincrático, é técnico e deveria ser lidos por todos aqueles que estudam profundamente o monoteísmo judaico e cristão.

3 de dez. de 2007

UM CRISTIANISMO ABERTO E PROGRESSISTA

JOHN SHELBY SPONG foi bispo episcopal anglicano de Newark durante 24 anos até se aposentar.
Este livro UM NOVO CRISTIANISMO PARA UM NOVO MUNDO (Verus) é baseado numa série de discursos que ele proferiu em HARVARD.

SPONG procura mostrar, de forma corajosa e inovadora, que entendimentos tradicionais sobre Deus, Cristo, regras e dogmas da Igreja precisam ser revistos, pois não mais podem vigorar no mundo contemporâneo.

O autor defende os passos que deveremos seguir para reconstruir um cristianismo que seja aceito pelas gerações vindouras, nascidas e criadas numa sociedade completamente diferente daquela de dois mil anos atrás.

A luta de SPONG é desenvolver uma nova conceituação de fé que inclua os excluidos da Igreja, mostrando aos jovens fiéis uma conduta mais racional, justa e amorosa.

Sem que isso aconteça, ele vê poucas perspectivas de reverter a tendência de afastamento das gerações do século que ora se inicia do ambiente religioso anacrônico e rígido, que não mais atende seus anseios de justiça e de compreenção da vida.

É um livro corajoso de um religioso também corajosos, que na defesa de suas teses tem enfrentado o sectarismo e a oposição dogmática da Igreja.

Pessoalmente, não vi grande entusiamo dos religiosos atuais pelo livro, pois SPONG aborda questões delicadas como homossexualismo, aborto, pesquisas com embriões vivos, a vigindade de Maria, a ressureição de Cristo, entre outros assuntos polêmicos.

DOIS PESOS PESADOS DO ATEÍSMO


MICHEL ONFRAY - TRATADO DE ATEOLOGIA (Martins Fontes) - na Europa e RICHARD DAWKINS - DEUS, UM DELÍRIO (Companhia das Letras) - nos Estados Unidos e Europa têm tratado as religiões como uma doença da humanidade, que provoca apenas o atraso e o obscurantismo, além de infringir aos religiosos uma vida cheia de complexos, privações, preconceitos e pecados, tornando suas existências um fardo tão pesado, que muitos já estão até pondo em dúvida se vale tanto sacrifício por um reino que nem mais sabem se existe!

ONFRAIS é jornalista e escritor e DAWKINS é zoólogo da linha evolucionista de Darwin.
São dois livros fortes, contundentes em relação às crenças religiosas, tendo o monoteísmo como principal alvo de suas críticas.
Ambos tem uma linguagem muito direta, de certa forma impositiva, com baixíssimo nível de tolerância para com dogmas e os absurdos que consideram as escritas bíblicas e alcorâmicas.
Precisa ser lido com atenção e pouco agradará a um religioso muito convicto.
Aos ateus, agnósticos e céticos, é uma leitura obrigatória, tal a seriedade e profundidade com que analisam as péssimas conseqüências dos dogmas e mandamentos divinos para a evolução da ciência e principalmente da medicina e da genética.

2 de dez. de 2007

DOIS ESPINHOS, MAS PRECISAM TAMBÉM SER LIDOS

Para formar um bom juízo é preciso ouvir as duas partes!
CRISTOPHER HITCHENS autor de Deus não é Grande (Ediouro), é um jornalista com formação em Cambridge e Oxford e vive há mais de vinte anos em Washington.
São de sua autoria os livros O julgamneto de Kissinger, A vitória de Orwell e Amor, pobreza e guerra, este último também em português lançado pela Ediouro. Hitchens é radicalmente contra qualquer tipo de religião.
Ele pertence à nova safra de escritores ateus, como Richard Dawkins, Sam Harris e outros que estão inundando o mercado americano e europeu de livros anti-religiosos, perturbando a vida dos crentes com argumentos sólidos e de difícil contestação.
SAM ARRIS é filósofo e neurocientista e este livro Carta a uma nação cristã (Companhia das Letras) - é, particularmente dedicado ao povo americano, o mais fundamentalista de todos os povos cristãos. Segundo Harris, mais de sessenta por cento dos americanos crê que o mundo não tem mais do que 6.000 anos!
Ele também é adepto da erradicação total da religião, como o maior perigo à estagnação, se não ao retrocesso, da evolução da humanidade.
Devem ler esses dois livros: os que se intitulam religioso "não praticante"; os que estão em cima do muro, talvez desçam mais rapidamente do que pensam; os que apreciam o pensamento racional e têm seu deus pessoal; os deístas.
Porém, os teístas e monoteístas, passem longe desses livros, poi correm o risco de cairem num buraco negro!

UM LIVRO QUE OS CRISTÃOS NÃO PODEM DEIXAR DE LER



GARRY WILLS - O QUE JESUS QUIS DIZER (Rocco) - é um homem religioso, cristão que crê na ressureição de Cristo.
-
Este livro é uma verdadeira revolução sobre o quê pensou JESUS e qual foi sua verdadeira doutrina, nada compatível com os preceitos judaícos de sua época.
Ao contrário, JESUS passou por cima de muitas leis MOSÁICAS, como realizar milagres no sábado, andar na companhia de pessoas impuras como os leprosos, fartar-se em jantares com ricos e pecadores, falar com protitutas ou samaritanos e outros desafios que irritavam os sacerdotes judeus.
Isso tudo o colocou frontalmente contra os líderes do SINÉDRIO, que lutaram para que Pilatos o condenasse à morte, não eles, para que não lhes caísse nas costas essa culpa.
E que não se impute aos judeus, boa parte do povo que seguia JESUS, a culpa pela sua morte, que tem exasperado o sentimento antisemita em todo o planeta, e que levou Hitler ao holocausoto de todo um povo.
Vejam alguns títulos instigantes do livro, que em minha opinião deve ser lido por todos que querem entender a missão de Cristo:

1 - PREFÁCIO: CRISTO NÃO ERA CRISTÃO
2 - CONTRA A RELIGIÃO
3 - O JESUS RADICAL

O JESUS que mostrei em FATOR J é muito semelhante ao que GARRY WILLS propõem, apenas que o meu Jesus não ressuscitou!
Quando puder leia também o
FATOR J, tenho certeza de que você gostará!